segunda-feira, 19 de setembro de 2011

férias em setembro

O gosto do avançar da idade é amargo e seu sabor eclode aos poucos. Uma ótima maneira de constatar que se está ficando velho, é tirar férias fora das clássicas épocas (aka junho/julho/dezembro/janeiro). Primeiramente, como diz o matuto, me justifico explicando que tal opção por setembro não foi proposital, mas mera sorte do acaso. De início relutei um pouco pela seleção da data, mas motivos superiores se fizeram valer. Acabou que acostumei, mesmo sem saber o que me esperava.

Anos atrás, pouco importava o mês de férias. Férias era férias. Por mais que toda a turma estivesse tendo aula, sempre rolava um tempinho para um lanche na tarde, um corrida no açude, um jantar no japones e, principalmente, uma gelada nos fds (começando na quarta). Velhos e bons tempos onde a maior responsabilidade era manter-se na média da faculdade sem ser reprovado por falta. Eventualmente aprendia-se algo (segundo plano). O melhor de tudo era que caso (raríssimo) seus amigos não pudessem de maneira alguma partilhar momentos de descontração, você conhecia toda a cidade e não faltariam colegas.

Hoje em dia, de volta à minha cidade natal, vivo um tremendo marasmo no que concerne à badalação social. Todos os meus parceiros (90% vá lá) ou estão morando em outra cidade, ou estão ocupados demais para quebrarem suas rotinas. Sem falar que não conheço mais a turma jovem da cidade. Será apenas pelo fato de morar em outra? Ou tal circunstância somente traduz o fato de eu não pertencer mais à turma jovem da cidade?

De resto estou descansando bastante, pois, apesar da pouca badalação (a gnte faz o que pode), férias é férias, mesmo em setembro e mesmo em Campina Grande.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

mulheres...

Presunçosamente, achei que com o passar dos anos, finalmente iria compreender o imaginário das mulheres. Sinceramente, em algum ponto, recente, achei que finalmente, chegara mais perto de dominar as dificílimas artes venusianas. Eis que inesperadamente, reviravoltas e mais reviravoltas e um final catastrófico.

Pensando de maneira realista, acho que nunca conseguirei entender o que se passa em suas cabeças... O que move as mulheres? Dinheiro? Fama? Poder? Divertimento? Álcool? O que move as mulheres... Em algum momento de minha vida, acreditei que cada uma das opções era a alternativa correta. Hoje, do alto de minha ignorância, vejo que cada uma delas deve ter seu papel, mas definitivamente, não é o que move as mulheres.

O cérebro feminino é uma arma engatada, é uma panela em ebulição, é uma chuva torrencial, é a chama do vulcão... Não adianta fazer tipo e jogar xadrez. O inimigo é imprevisível. Quando você vem com três atacantes, elas montam uma defesa com cinco volantes. Quando você dá uma de tímido, perde o timing e o romance. É muito difícil... Algumas vezes frustrante. Ao mesmo tempo, é isso que torna o jogo tão interessante. Qual a graça que é viver a vida sem aventura?

O jeito é ir tentando... Cada dia um truque novo... Quem sabe ser eu mesmo?!? Um dia eu acerto.

domingo, 24 de julho de 2011

depre feelings

De quando em quando me pego a pensar sobre os rumos que a vida toma. Me pego pensando sobre os desafios diários, sobre o teste mental que venho sofrendo. Cada dia uma batalha. Sem trégua. Há quem diga que os fins não justificam os meios. Espero que Maquiavel esteja certo, e que o sacrificio do meio, seja gratificado pelo fim. De quando em quando, as estribeiras ficam mais dificeis de serem seguradas e o cavalo galopa oscilante. Ainda bem que esses dias sao excecoes. Hoje é um deles. O fds já passou, nem o vi... Amanhã já é rotina novamente, como se ontem não tivesse sido... E que rotina. O que me resta é dormir. Rezar talvez... E esperar passar.

domingo, 3 de julho de 2011

MR Lifestyle

Médico residente é uma ocupação bastante peculiar. As responsabilidades são inúmeras. As cobranças ainda maiores. Felizmente, tudo sem perder a alcunha de médico em formação. Tal fato atenua em parte a imaturidade e, muitas vezes, a ignorância. Ser residente é ser resiliente. É estar na base da pirâmide de castas das relações médicas. Em outras palavras, residente, especialmente r1, é a escória. Tudo bem que nós mandamos nos internos... Mas quem não manda nos internos??? Hahahah...Brincadeiras à parte, acredito que os internos devem ser postos à margem desta classificação, pois ainda não são médicos, e por isso, não podem, não devem e nem merecem ser cobrados como tal.

O crescimento profissional é inegável, todo dia se aprende. O crescimento humanístico é também descomunal. Receber ordens e cumprí-las, algumas vezes sem com concordar com o que se está fazendo, não é a mais fácil das atitudes. Abaixar a cabeça diante de alguém mais preparado do que você, faz parte do crescimento de qualquer profissional. Mais do que falar, precisa-se ouvir. 2 orelhas e 1 boca.

Residência é o tipo de atividade que só funciona pq tem prazo para começar e para terminar. É fase. Se fosse emprego, ninguém queria. É diferente. É fase... Fase a gente reclama, sofre, aprende e, principalmente, curte.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O banzo

Quando se está a mais de 1000km de casa, sozinho, sem amigos, sem parentes, sem amores...
Quando se tem vontade, mesmo que apenas na parte mais íntima do coração, de gritar, de desistir, de sair correndo...
Quando se tem muitas responsabilidades, mais do que jamais pensou suportar, mesmo tendo refletido bastante sobre isso...
E você não mareja os olhos pois conhece sua sina...
Quando se entende sua missão, seu dever, seu caminho...
Quando compreende que não há escapatória.
Surge o banzo... Banzo é duvidar da razão. É querer escapar, voltar...

Banzo é lembrar da fragilidade humana. Condição insignificante, fugaz. Banzo é a certeza dos limites. E também a certeza que estes existem para serem superados.

Banzo é ruim...
Mas banzo passa...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Lulismo e o jeitinho brasileiro

É inegável que Lula foi um bom presidente. Os números estão aí, analisa quem quiser. Há aqueles que alegam que o governo poderia ter sido melhor, que dava para crescer mais, economicamente falando, criar mais empregos, escolas... Provavelmente estão certos. Nada é tão bom que não pode ficar melhor. Mas reafirmo, é inegável que o governo Lula foi pelo menos regular.
Não sou daqueles oposicionistas radicais que criticam tudo que é contrário à sua ideologia política. Longe de mim. Considero essas pessoas atrasadas, anti-progressistas e pouco pragmáticas. Em pleno século XXI, rumo ao desenvolvimento tecnológico, humanístico e pessoal, não há mais espaço para esse tipo de atitude.
Justiça feita. Isto dito, partamos para o post. Eu odeio Lula.
Não a pessoa Lula, mas sim o presidente.
Não o odeio pelo seu vínculo esquerdista e passado de militante de causas marxistas, mas odeio pelo que ele representa enquanto brasileiro. Lula é esteriótipo de tudo que há de pior no Brasil. É o exemplo do cidadão que venceu na vida sem estudar; é o esquerdista que, para fins de vitória, renegou sua antiga ideologia; é o homem público que não se atem nem aos seus discursos (mto provavelmente não escritos por ele) e comete gafes a torto e a direito; é o presidente que sempre dá um jeitinho em tudo. Mas não é qualquer jeitinho, é o jeitinho brasileiro. Não há como mensurar o impacto nas próximas gerações do que representa Lula ter sido um bom presidente. Em um país historicamente corrupto, subdesenvolvido, com uma população pobre e analfabeta funcional, ter como chefe máximo da democracia um sujeito que passa esse tipo de imagem é catastrófico. Quantas crianças deixarão de estudar alegando que até para ser presidente do Brasil isto não é pré-requisito? Quantos corruptos vão continuar agindo, sabendo que sempre há uma maneira de escapar da punição e dar um jeitinho? Quantos protocolos inerentes à presidencia da república serão quebrados? O tempo irá responder. Inegável que Lula é um grande vencedor. Pessoa de muita sagacidade e inteligencia. Um líder nato, eu diria. Mas neste momento histórico, precisamos mais do que líderes. Precisamos de exemplos para mirar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Estudar, estudar,estudar

É simples. O grande segredo é este. Estudar, estudar e estudar. Nada muito elaborado, muito menos enigmático. Basta apenas estudar. No meu caso, sei muito bem o caminho. Consciência é o que não falta. O problema é a coragem. O problema é a distração do computador, da tv, de um lanche, telefone, por ai vai... Me pergunto, como é que uma pessoa sabe o caminho das pedras, mas não o segue? E ainda melhor, o que nos faz seguir o caminho das pedras, tendo em vista que sua direção é óbvia e foi previamente descrita. Eis o mistério dos bem sucedidos.
Os preguiçosos (meu caso) inventam desculpas: ainda não estou adaptado, não tenho ambiente para estudar, estou morando improvisado, não tenho tempo... São as mais variadas. Quiçá tão extensas quanto o próprio conhecimento! Mas as desculpas não ajudam! Pelo contrário! São meros mecanismos de defesa cerebral para ludibriar uma situação que exige mudança. Como é esperto esse meu cérebro ein? Pena que ele não gosta de estudar! hahahahaha. Sinceramente espero encontrar (e rápido) a motivação necessária para estudar, estudar e estudar...