O gosto do avançar da idade é amargo e seu sabor eclode aos poucos. Uma ótima maneira de constatar que se está ficando velho, é tirar férias fora das clássicas épocas (aka junho/julho/dezembro/janeiro). Primeiramente, como diz o matuto, me justifico explicando que tal opção por setembro não foi proposital, mas mera sorte do acaso. De início relutei um pouco pela seleção da data, mas motivos superiores se fizeram valer. Acabou que acostumei, mesmo sem saber o que me esperava.
Anos atrás, pouco importava o mês de férias. Férias era férias. Por mais que toda a turma estivesse tendo aula, sempre rolava um tempinho para um lanche na tarde, um corrida no açude, um jantar no japones e, principalmente, uma gelada nos fds (começando na quarta). Velhos e bons tempos onde a maior responsabilidade era manter-se na média da faculdade sem ser reprovado por falta. Eventualmente aprendia-se algo (segundo plano). O melhor de tudo era que caso (raríssimo) seus amigos não pudessem de maneira alguma partilhar momentos de descontração, você conhecia toda a cidade e não faltariam colegas.
Hoje em dia, de volta à minha cidade natal, vivo um tremendo marasmo no que concerne à badalação social. Todos os meus parceiros (90% vá lá) ou estão morando em outra cidade, ou estão ocupados demais para quebrarem suas rotinas. Sem falar que não conheço mais a turma jovem da cidade. Será apenas pelo fato de morar em outra? Ou tal circunstância somente traduz o fato de eu não pertencer mais à turma jovem da cidade?
De resto estou descansando bastante, pois, apesar da pouca badalação (a gnte faz o que pode), férias é férias, mesmo em setembro e mesmo em Campina Grande.
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