domingo, 3 de julho de 2011

MR Lifestyle

Médico residente é uma ocupação bastante peculiar. As responsabilidades são inúmeras. As cobranças ainda maiores. Felizmente, tudo sem perder a alcunha de médico em formação. Tal fato atenua em parte a imaturidade e, muitas vezes, a ignorância. Ser residente é ser resiliente. É estar na base da pirâmide de castas das relações médicas. Em outras palavras, residente, especialmente r1, é a escória. Tudo bem que nós mandamos nos internos... Mas quem não manda nos internos??? Hahahah...Brincadeiras à parte, acredito que os internos devem ser postos à margem desta classificação, pois ainda não são médicos, e por isso, não podem, não devem e nem merecem ser cobrados como tal.

O crescimento profissional é inegável, todo dia se aprende. O crescimento humanístico é também descomunal. Receber ordens e cumprí-las, algumas vezes sem com concordar com o que se está fazendo, não é a mais fácil das atitudes. Abaixar a cabeça diante de alguém mais preparado do que você, faz parte do crescimento de qualquer profissional. Mais do que falar, precisa-se ouvir. 2 orelhas e 1 boca.

Residência é o tipo de atividade que só funciona pq tem prazo para começar e para terminar. É fase. Se fosse emprego, ninguém queria. É diferente. É fase... Fase a gente reclama, sofre, aprende e, principalmente, curte.

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