Ontem vivenciei uma situação engraçada. Fui para uma festa supostamente igual (mesmo tema, mesmas pessoas - praticamente -, mesmo local, mesma hora) a uma ocorrida há aproximadamente 1 ano. Inclusive tentamos fazer as mesmas coisas que fizemos no ano passado. Jogamos o mesmo jogo (de bebidas) e bebemos as mesmas bebidas. Provavelmente fizemos até as mesmas piadas do ano anterior. Mas mesmo com todas essas semelhanças, as 2 festas foram completamente diferentes.
Depois de uma breve(íssima) reflexão, cheguei a conclusão que o problema está nas pessoas. Fomos nós quem mudamos. Aquela velha frase falando que o mesmo homem não entra no mesmo rio mais de uma vez está completamente certa. É impressionante o quanto as coisas mudam em 1 ano. A mesmice é exceção. Mudamos mesmo sem perceber. Arrisco dizer que mudamos mesmo sem fazer nada. Até fazer nada muda. 1 ano é tempo pra rico ficar pobre, pobre ficar rico, casamentos serem construidos, romances destruidos, é tempo suficiente para erguer os pilares d uma amizade e mais do que suficiente para destruí-los.
Analisando por esse aspecto, percebemos que cada dia em relacionamentos (de qualquer natureza) é uma descoberta. Afinal, não se sabe quando se muda. Aquela expressão, tipica de novelas, "casei com uma pessoa, mas ela tornou-se outra completamente diferente" é óbvia e verdadeira. Inclusive, o outro conjuge muito provavelmente agora também o é uma pessoa completamente diferente da que quando se casou. O grande desafio de viver (em sociedade e cultivando relacionamentos) é perceber as mudanças enquanto se muda. Imagine quantos casamentos fracassaram pelo simples fato de os parceiros terem mudado durante o processo. De quem é a culpa?
Sob esse prisma, ignorância é felicidade, pois se a mudança é regra, como predizer se ela será danosa ou não? O que significa mudar para melhor, tendo em vista a grande relatividade das coisas, melhor dizendo, mudar para melhor para quem?
Realmente a mudança é um tema assustador. Mas Raul prefere ser esta metamorfose ambulante... Bem verdade que não seria tão bom viver se as coisas fossem sempre estáticas. Esse fator surpresa é uma espécie de tempero para a vida. E que fique de alerta, as coisas mudam, mto e de verdade.
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